Hoje no site de Notícia do Portal Bol, deparei com esta notícia.
Pedido para aborto de feto anencéfalo é negado em MG
"São Paulo - A Justiça de Minas Gerais negou pedido de aborto para uma jovem grávida que alegou estar constatado, por exames, a má formação da criança, com pequena quantidade de tecido encefálico, que poderia indicar anencefalia. Cabe recurso da decisão.
De acordo com o juiz da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, Jair José Varão Pinto Júnior, a presença de algum tecido encefálico na criança, verificada quando a mãe estava com 14 semanas de gestação, indicaria que o feto está vivo. "Desta forma, há vida. Não nos compete retirá-la. A obstrução desta vida não possui respaldo legal", disse o juiz." Link
Pedido para aborto de feto anencéfalo é negado em MG
"São Paulo - A Justiça de Minas Gerais negou pedido de aborto para uma jovem grávida que alegou estar constatado, por exames, a má formação da criança, com pequena quantidade de tecido encefálico, que poderia indicar anencefalia. Cabe recurso da decisão.
De acordo com o juiz da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, Jair José Varão Pinto Júnior, a presença de algum tecido encefálico na criança, verificada quando a mãe estava com 14 semanas de gestação, indicaria que o feto está vivo. "Desta forma, há vida. Não nos compete retirá-la. A obstrução desta vida não possui respaldo legal", disse o juiz." Link
E aí que eu faço algumas perguntas. Será que estamos agindo certo? Somos Deus para impedir que se interrompa uma vida? Somos Deus para permitir que nasça uma criança para a dependência permanente e morte iminente? Somos Deus para permitir o sofrimento da mãe e possível trauma e até rejeição? É justo? É injusto? É crime o aborto? É crime dar a sua mãe um ser mal-formado na qual sua única reação é chorar e esperar o fim da criança em seus braços?Ou ainda, somos Deus para pensar em todos esses aspectos?
A questão é de certa forma dificílima.
O que entendo é que na vida fazemos escolhas. As escolhas iniciam deste o nascimento. Escolhemos inconscientemente respirar ou não.
A medicina evolui a tal ponto que permite enxergamos além dos nossos olhos. Podemos verificar se o feto (criança ou ser) nascerá com algum transtorno, deficiência ou má formação. E aí, vem a questão que envolve a retirada ou não deste ser antes de sua total formação (ou má-formação). Questão sempre virão. Vale a pena tirar a criança antes de completar o ciclo, mesmo sabendo que a vida dele poderá durar pouco? Ou melhor, é legal? Ético? Moral?
Alguns partem para aspectos religiosos. Deus quis assim. Ora bolas, sabemos que as questões ambientais são as que mais contribuem para a má formação, e isto nada tem a ver com força Divina.
Outro ponto, todo mundo não merece nascer e morrer? Não é este o destino da vida? Não importando qual seja seu nascimento e morte. Não seria essa a beleza da existência?
Não seria cruel com a mãe e pai que planejaram tanto o nascimento do seu rebento, sonharam, trabalharam para arrumar o quarto do bebê e por fim ao nascer saber que a criança nasceu com má formação e o tempo de vida é indeterminda, sendo alvo de olhares de pena, piedade e alguns até de medo? E o trauma? E a sensação de que não fui capaz de formar o meu filho? E as mentes transtornadas? Sobreguardamos um para a destruição de outra. De outra família. Vale a pena a troca? Ou, não seria uma troca. É a vida!
Não estou aqui para responder. Não podemos responder de forma ampla, generalizar. Mas devemos olhar muito além da Legislação, da Política, da Religião e da Sociedade. É um dos temas que vale a pena esmiuçar cada curvatura das letras para achar o ponto certo ao seu caso.
Posto aqui para vocês umas fotos de crianças, que nasceram e não resistiram e outra de uma aborto de uma criança anencéfala. Pergunte a si mesmo. Não na condição de "ser supremo do tribunal". Mas na condição de... ser humano.
Vale a pena interromper? Devemos dar chance ao impossível se concretizar?


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